Mesmo que você seja apenas um cervejeiro apreciador, conhecer os detalhes da sua cerveja artesanal vai fazer toda a diferença na sua próxima escolha.

Mesmo que tenha receitas inovadoras e seja repleta de aromas surpreendentes, a cerveja artesanal segue os princípios da Lei da Pureza Alemã, a famosa Reinheitsgebot, que determina os quatro ingredientes básicos para a produção de cerveja: água, malte, lúpulo e fermento. Nós da Cervejaria Campinas seguimos isso a risca. Como um mantra.

Fazer cerveja artesanal está mais perto da arte do que da ciência?

Mas espera. Como podem existir tantos rótulos com sabores, cores e aromas diferentes de cerveja artesanal só com quatros ingredientes? É fácil. Em quantidades e tipos distintos, esses produtos garantem combinações especiais e portanto, resultados inéditos. Vale mencionar que o processo, o tempo e a maneira como são colocados na receita da cerveja influencia.

Tá certo que é possível fazer de uma cerveja especial uma cerveja padronizada. Basta prestar atenção na qualidade dos ingredientes, no processo da fabricação e nos equipamentos para que tudo seja sempre igual e pronto!

Cervejeiro que se preza sabe de cor os ingredientes para cerveja artesanal.

Quando você chega ao bar ou ao restaurante e pede um vinho, aposto que corre para ler o rótulo e se inteirar do país de origem, tipo de uva, produtor e muito mais. Com a cerveja artesanal já não é mais diferente, apesar de saber os quatros ingredientes base, é importantíssimo conferir a quantidade e variedade dos mesmos para escolher o sabor adequado ao seu paladar.

Você não precisa ser um mestre cervejeiro para imaginar o papel da água nisso tudo.

Para começar vamos falar sobre a água. Cerveja é 90% água. Antes, a qualidade dessa bebida estava diretamente relacionada à origem e características da água escolhida para sua composição pela cervejaria ou mestre cervejeiro. Mas hoje dá para corrigir qualquer propriedade da água em laboratório e utilizá-la tranquilamente na fabricação da cerveja artesanal.

A qualidade da cerveja que você saboreia depende muito do malte e você nem sabia.

Agora é a vez do malte. A sua presença é fundamental na receita de cerveja artesanal. Por que? Fácil. É ele que confere a cor e o corpo, também chamado de densidade, para a cerveja. Tudo isso, claro, influencia no sabor e no aroma pois existem diversas formas de secagem dos grãos. E assim, conseguimos toques mais caramelados ou até mesmo tostado, igual ao das cervejas escuras.

E você sabia que qualquer cereal pode ser malteado? Afinal, o objetivo do malte é garantir um estoque razoável de aminoácidos para a ação da levedura e, no caso, os aminoácidos vêm das proteínas presentes nos cereais. A cevada é a que possui mais proteínas, por isso é a mais usada, mas o milho, a aveia, o trigo e o centeio também podem passar pelo processo de malteamento.

Existe até uma proporção de uso do malte durante o processo: 200 gramas por litro de cerveja, mas vai depender muito do rendimento do ingrediente durante a fabricação e também da sua qualidade. Acontece também de ser necessário utilizar um ou dois tipos de malte especiais na mesma receita.

Mas o que são maltes especiais? Existem cervejas que contam com até sete tipos de maltes especiais diferentes que transferem à bebida características únicas, como por exemplo: aumentam a espuma ou garantem notas específicas de sabor.

Chegou a hora de temperar a cerveja: com você, o lúpulo!

Amargor, aroma e sabor. O lúpulo é o responsável por todas essas características na cerveja artesanal. Essa flor, de uma planta trepadeira típica de locais de clima frio e ao mesmo tempo muito sol, dá a identidade – torna-se a marca registrada, dos estilos de cervejas.

Pensando na parte técnica, o lúpulo auxilia no resultado de uma cerveja mais clara, possui propriedades bactericidas e é um conservante natural. Mas ele não nasceu com a cerveja não, ao analisar os 8 mil anos de história da cerveja, nota-se a presença do lúpulo apenas em 736 d.C. no sul da Europa Central.

Você já notou que o lúpulo é fervido junto com a cerveja? É a maneira de extrair diversas resinas e óleos do lúpulo, como o ácido alfa, responsável pelo amargor da cerveja. Por isso, quanto mais ácido alfa, maior o poder de amargor do lúpulo.

Fermento ou levedura, tanto faz o nome, afinal é ele que faz dessa mistura de ingredientes a verdadeira cerveja.

A levedura é elemento unicelular vivo responsável pela fermentação da cerveja em sua produção. Esse microorganismo consome os açúcares presentes na mistura e liberam álcool e gás carbônico. Além disso, as diferentes famílias de fermentos são responsáveis pela principal divisão entre os tipos de cerveja: ale, de alta fermentação, e lager, de baixa.

E tem algo que não poderia faltar: os ingredientes especiais.

Ervas, frutos, especiarias e até madeira também podem aparecer na sua cerveja artesanal e traz aquela característica apaixonante ao sabor. Vale provar com baunilha, canela, semente de coentro, alecrim, gengibre, menta, cominho, cascas ou polpas de frutas e claro, chips ou lascas de madeira. Você vai sentir a explosão de sabor e perceber como a cerveja pode se tornar ainda mais única.

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